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sexta-feira, 6 de maio de 2011

O amor está no ar



A Paula Érika Soares é usuária da Biblioteca desde muito pequena, e ela fez uma seleção de quadrinhas com declarações de amor e amizade que ficaram muito legais e gostaríamos de compartilhar com vocês.




Com a escrevo amor


com p escrevo paixão


com v escrevo você dentro do meu coração!!!



olho você


sigo você


sabe por que?


amo você.



Eu sou 10


você é 100


sem você eu não sou ninguem!!!



Alegria eu não tenho


Tristeza mora comigo


Quando eu tiver alegria


Jogo a tristeza fora.



A verdade vale mais que mil mentiras.


Um beijo vale mais que mil palavras.



Se amar fosse pecado


Minha alma estaria perdida


Porque vou amar você até o fim


da minha vida!



Fui tirar um raio X


Olha que confusão


Seu nome estava dentro


do meu coração.



Amiga legal, amiga fiel,


estaremos juntas na terra e no céu.



Não te dou uma flor


Porque tem espinhos


Mas te dou o meu amor,


porque tem muito carinho.

domingo, 10 de outubro de 2010

Primavera e Poesia


Na semana do dia 27 de setembro nós comemoramos a chegada da Primavera com muita poesia. Os alunos do 4º, 5º, 6º e 8º da EMEF apresentaram poesias com danças, jogral e coral. Já os alunos do EJA preferiram fazer um Sarau, a professora Solange (da Sala de Leitura) recebeu uma bela homenagem do aluno Luiz pelo sua atuação profissional. Nós da Biblioteca também gostaríamos de agradecer imensamente as professoras Solange e Maria que trabalharam muito para que esse evento acontecesse.

sábado, 19 de junho de 2010

O poeta e o Mario Quintana

Hoje, sábado, rolou um bate papo bem legal e descontraído sobre ser poeta e a poesia de Mario Quintana, com o amigo da Biblioteca, Henrique (se você quer saber quem é o Henrique, visite o Blog dele http://barracodasideias.blogspot.com) para deixar você com água na boca e conferir mais poemas de Quintana, deixo um trechinho aqui...


domingo, 6 de junho de 2010

Preparação para o Dia dos Namorados...


Obs: essa foto foi tirada da Praça da Poesia, no Museu da Língua Portuguesa. Se você ainda não conhece o Museu é uma boa dica para o próximo fim de semana, mesmo que seja o Dia dos Namorados (risos).

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Boas lembranças...


Impressionista

Uma ocasião,
meu pai pintou a casa toda
de alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa casa,
como ele mesmo dizia,
constantemente amanhancendo.

(Adélia Prado)

Observação: Quer conhecer outros belos poemas da Adélia Prado? O livro "Bagagem" da autora está disponível aqui em nossa Biblioteca.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um pouco de Mário Quintana para aquecer os corações num dia frio...




Canção para uma valsa lenta

Minha vida não foi um romance...
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amas, não digas, que morro
De surpresa...de encanto...de medo...

Minha vida não foi um romance...
Minha vida passou por passar.
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.

Minha vida não foi um romance...
Pobre vida... passou sem enredo...
Glória a ti que me enches a vida
De surpresa, de encanto, de medo!

Minha vida não foi um romance...
Ai de mim... Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso... de um gesto... um olhar...


QUINTANA, Mário. Melhores poemas Mário Quintana. 17. ed. São Paulo: Global, 2005.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Fotos do Nosso Sarau...


Poesias Campeãs


O Edson de Araújo, diretor, ator, poeta e também parceiro da Biblioteca, foi o nosso jurado para selecionar as poesias campeãs. (Clique
aqui para saber mais do Edson e suas criações.) Os critérios para avaliação foram: aplicação do tema, ritmo e rima, coesão e coerência, noções de língua portuguesa, maneira como o texto poético foi sendo discorrido, expressão dos sentimentos, utilização de metáforas e jogo com as palavras. Como a qualidade das poesias estava acima da média, houve empate técnico no primeiro e segundo lugar. Agora, chega de blá blá blá e vamos às campeãs:
  • 1º lugar no I Concurso de Poesia do CEU Azul da Cor do Mar


A CRIANÇA ABANDONADA

Luis Carlos dos Santos

Quando vejo a criança pela rua
A ficar no farol e jogar bola
A pedir, a roubar, e cheirar cola
Da pra ver que a miséria continua
Os políticos somente tumultuam
Só prometem e não cumprem seu dever
Deixam as pobres crianças padecerem
Vivendo e dormindo na calçada
Quando vejo a criança abandonada
Tenho raiva dos homens do poder
Minha filha não é mais pequenina
Ela vive com a mãe e com o pai
Pra escola à noite ela vai
Isso é parte da sua rotina
É uma moça, já não é mais menina
Eu cuido dela com muito prazer
Dependendo de mim ela vai ser
Professora, Juíza, Advogada
Quando vejo a criança abandonada
Tenho raiva dos homens do poder


COISAS QUE TENHO, NÃO TENHO E QUERIA TER

Ruan de Oliveira Ribeiro

Eu tenho uma prima,

Que só chupa laranja lima!

Eu tenho um amigo,

Que já foi meu inimigo!

Eu tenho um irmão,

Que mora lá no Japão.

Eu não tenho gato,

Nem rato, nem pato,

Mas tenho um cachorro

Que é o “mó” barato.

Queria ter uma bicicleta,

Pra eu me tornar um atleta.

Queria ter um avião,

Para eu ir lá no Japão

Queria ter um celular,

Pra eu te ligar.



  • 2º lugar no I Concurso de Poesia do CEU Azul da Cor do Mar


MOMENTO

Bianca Santos
A melhor coisa é ficar
Sozinha pensando,
Pensando nas coisas que me acontecem
ou que poderiam acontecer a cada dia.
Olhando para as paredes
Pensando em algo pra escrever
Ouvindo canções para surgir
Inspiração para descrever
As coisas que me passam pela cabeça
e transformar em música.
Não sou poeta, nem compositor
Só alguém que precisava
Escrever.



SENTIMENTOS

Ellen V. da Silva

Hoje o sol não iluminou os céus

As noites foram as mais frias

Sinto que o ar não é o mesmo

Os ventos levaram a felicidade

O silêncio chora por si,

As lágrimas surgem...

Por um segundo me encontro num abismo

Aguardando a sua volta

A noite caindo

E pensamentos me perturbam

A solidão agora me faz companhia

Lembro-me de tua voz...

Ouço o teu canto,

São apenas delírios

Estranha atração,

Desejos desconhecidos

Agora por fim, não posso controlar:

Feridas que nunca existiram

Se abrem em mim


  • 3º lugar no I Concurso de Poesia do CEU Azul da Cor do Mar


CRIANÇA...

Nathalia Alves Cardoso

Criança brinca
Criança rola
Criança ama jogar bola
Criança fala
Criança briga
Criança, você é uma maravilha
Criança amorosa
Criança espetacular
Criança igual a você
Nunca vou encontrar
Criança alegre
Criança metida
Criança intrometida.


  • Menção Honrosa no I Concurso de Poesia do CEU Azul da Cor do Mar

SIMPLES ASSIM


Não perca tempo,

Ame,

Se só Estiver,

Chame,

Bagunçaram tudo,

Reclame,

Se perdão não bastar,

Clame,

Não entendeu,

Atenção,

Sangue a correr,

Pulsação,

Quer sentir,

Coração,

Para respirar,

Pulmão,

Pra não acabar,

Cuidar,

Evitar padecer,

Pensar,

Uma satisfação,

Trabalhar,

Fugir da dor,

Amar,

Ao vê-lo triste,

Divertir,

Com o próximo,

Dividir,

Fazer piada,

Sorrir,

A liberdade pede,

Sair,

Sem entristecer,

Sim,

Nome coreano,

Kim,

Doce lembrança,

Quindim,

Para terminar,

Fim.

Henrique (Barraco das Idéias)



Um Sarau Emocionante



Emocionante é a palavra que melhor descreve o que aconteceu na tarde de sábado (20 de março de 2010). Várias gerações se reuniram para declamar suas criações poéticas, desde a pequena Aninha, 10 anos, até o pai de família, e aluno do EJA da EMEF do CEU, o Sr. Luis Carlos.

O Sarau
aconteceu como resultado do I Concurso de Poesia do CEU Azul da Cor do Mar. Tivemos 35 poesias inscritas, por alunos e pessoas da comunidade, em apenas 09 dias de inscrições abertas.

Um delicioso Café da Tarde e a presença dos familiares e amigos foi o ambiente perfeito para que os nossos poetas compartilhassem o gosto por essa arte literária.


Em breve postaremos as fotos e vídeos do Concurso-Sarau e também as poesias campeãs.



segunda-feira, 15 de março de 2010

Tá chegando...


quarta-feira, 10 de março de 2010

Liberte o poeta que existe dendro de você!


Você adora poesias? Vem à biblioteca para ler poemas famosos? As pessoas vivem dizendo que você anda inspirado quando fala alguma coisa com sentido? E por fim, escreve versos, mas nunca teve coragem de mostrar para ninguém? Então, essa é a hora de libertar o poeta que existe dentro de você e de quebra poderá ser premiado com alguns livros. Como? Participando do 1º Concurso de Poesia do CEU Azul da Cor do Mar. Os vencedores serão revelados no Sarau Poético a se realizar no dia 20 de Março de 2010, às 15h.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Homenagem às Mulheres




SABER VIVER
(Cora Coralina)


Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.


Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Classificados Poéticos


Procura-se um equilibrista

que saiba caminhar na linha

que divide a noite do dia

que saiba carregar nas mãos

um fino pote cheio de fantasia

que saiba escalar nuvens arredias

que saiba construir ilhas de poesia

na vida simples de todo dia.

MURRAY, R. Classificados poéticos. 7. ed. Belo Horizonte: Miguilim, 1991. p.9

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A poesia é uma pulga

Depois de um fim de semana prolongado, por conta do feriado de nossa independência (7 de setembro) temos uma manhã chuvosa. E dias chuvosos combinam bem com um bom livro de poesias. Deixo aqui uma poesia muito engraçadinha da Sylvia Orthof. Espero que hoje todos vocês sejam picados por essa pulga.
A poesia é uma pulga
A poesia é uma pulga
coça, coça, me chateia,
entrou por dentro da meia,
saiu por fora da orelha,
faz zumbido de abelha,
mexe, mexe, não se cansa,
nas palavras se balança,
fala, fala, não se cala,
a poesia é uma pulga,
de pular não tem receio,
adora pular na escola...
Só na hora do recreio!

ORTHOF, Sylvia. A poesia é uma pulga. São Paulo: Atual, 1991. p.3

domingo, 24 de maio de 2009

O Menino Azul - Cecíclia Meireles


O menino quer um burrinho

para passear.

Um burrinho manso,

que não corra nem pule,

mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho

que saiba dizer o nome dos rios,

das montanhas, das flores,

— de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho

que saiba inventar histórias bonitas

com pessoas e bichos

e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo

que é como um jardim

apenas mais largo

e talvez mais comprido

e que não tenha fim.

(Quem souber de um burrinho desses,

pode escrever para a Ruas das Casas,

Número das Portas,

ao Menino Azul que não sabe ler.)

segunda-feira, 30 de março de 2009

Deus de Papel

Ser poeta é quase divino,
Homem, menino,
Ser poeta é viver, matar.
Ser Deus, não como o todo-poderoso.
Jeová.
Ser Deus de uma folha de papel,
com uma caneta.
Ser poeta é ser pateta,
ser ridículo, um palhaço,
ser um eterno apaixonado,
um desgraçado, um abençoado.

Gilvã Mendes

Encontrei essa poesia na coluna do Gilberto Dimenstein na Folha deste domingo. Lá ele descreve um pouco da tragetória de Gilvã:

"Os dedos atrofiados e a dificuldade de teclar no computador eram apenas mais um obstáculo para Gilvã Mendes executar o maior projeto -escrever um livro sobre como lhe era difícil escrever um livro. Gilvã é uma síntese de quase todas as marginalidades possíveis. É negro, pobre, nordestino, mora num bairro contaminado pelo tráfico de drogas e sofre de paralisia cerebral, o que dificulta os movimentos do corpo e da fala. Para completar, depende de uma cadeira de rodas para circular em Salvador, com suas ladeiras. A deficiência fez com que, por muito tempo, não tenha sido aceito numa escola. Aos 17 anos de idade, estava na quinta série -obviamente de uma escola pública."

Se vc quiser continuar lendo, acesse o endereço: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/colunas/index.htm

terça-feira, 17 de março de 2009

Top 10 das Poesias do Café Poético


“Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

Não sou alegre e nem triste:

sou poeta.”


Cecília Meireles

MEIRELES, Cecília. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2002.


Ilusões de Vida

(Francisco Otaviano)

Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu,
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem - não foi homem,
Só passou pela vida - não viveu.


Rosa de Hiroshima

Composição: Vinícius de Moraes / Gerson Conrad

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada.


Quero me casar

Quero me casar

na noite na rua

no mar ou no céu

quero me casar

Procuro uma noiva

loura morena

preta ou azul

uma noiva verde

uma noiva no ar

como um passarinho.

Depressa, que o amor

não pode esperar!


Carlos Drummond de Andrade

ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Record, 2007.



Quem ama o quê


Bola ama futebol,

Fauna ama flora,

Cabeça, boné.

Boca ama beijo,

Estrela ama céu,

Siri, maré.

Mãe ama filho,

Tatu ama toca,

Bombinha, busca-pé.

Natal ama presente,

Floresta ama índio,

Vatapá, dendê.

Palavra ama verso,

Sorvete ama criança,

Batata, purê.

Amor ama coração,

Deus ama tudo,

Eu, você.


LALAU. Quem é quem. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2005.



O pobre sedutor


Não tenho onde cair morto,

Ando matando cachorro a grito

Com uma mão atrás e outra na frente,

tou duro, tou na pior,

tou chamando urubu de “meu louro”,

numa merda federal,

com a corda no pescoço,

endividado até a alma

e entrando pelo cano.

Mas, em compensação, te amo.


Luís Fernando Veríssimo.

VERÍSSIMO, Luiz Fernando. Poesia numa hora dessas?! Rio de janeiro: Objetiva, 2002.



Invisível


A alma é invisível,

Um anjo é invisível,

O vento é invisível,

O pensamento é invisível,

E, no entanto,

Com delicadeza,

Se pode enxergar a alma,

Se pode adivinhar um anjo,

Se pode sentir o vento,

Se pode mudar o mundo,

Com alguns pensamentos.


Roseana Murray

MURRAY, Roseana. Manual da delicadeza: de A a Z. São Paulo: FTD, 2001.



Quadrilha


“João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos, Teresa para um convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.”


Carlos Drummond de Andrade

ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 193



Cidadezinha qualquer


Casa entre bananeiras

Mulheres entre laranjeiras

Pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.

Um cachorro vai devagar.

Um burro vai devagar.

Devagar...as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.

Carlos Drummond de Andrade

ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 63



“O primeiro amor passou.

O segundo amor passou.

O terceiro amor passou.

Mas, o coração continua.”


Carlos Drummond de Andrade

ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 2006.




 

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