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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Um novo final para a Velhinha Contrabandista



Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás. O pessoal da alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com moamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha.
- Juro - respondeu o fiscal.
- É lambreta.

Autor: Sérgio Porto - Stanislaw Ponte Preta

Os alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos) do CEU Azul da Cor do Mar criaram um final diferente para essa crônica famosa no bate papo que tivemos sobre Crônicas na semana passada, veja a seguir.


— Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
— O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha.
— Juro - respondeu o fiscal.
— É uma areia especial que eu levo para o Paraguai. Lá, em um dos poucos bairros chique paraguaios, estou construindo uma mansão muito especial!

terça-feira, 6 de abril de 2010

As mentiras que os homens contam


Ontem a turma do 3ºC do EJA da EMEF do CEU esteve na Biblioteca para um bate papo descontraído sobre Crônicas. Conversamos sobre esse gênero literário, que fala do cotidiano com humor, reflexão, surpresa. Apresentamos também os principais suportes que trazem as Crônicas, ou seja, jornais, revistas, Internet e livros.

Abordamos em especial o Luis Fernando Veríssimo e sua divertida Crônica "Homem que é Homem" contida no livro "As mentiras que os homens contam" (disponível para empréstimo em nossa Biblioteca). Para deixar você com água na boca e vir correndo para ler o livro assista esse vídeo bem humorado:


 

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